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Cronologia da Crise:

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11/12/2005

O jornal Folha de S.Paulo conta a história do relacionamento do PT com a Santorine Comercial e Distribuidora, uma empresa do ramo atacadista de alimentos e bebidas, à qual o partido teria repassado R$ 795 mil pela fabricação de 267 mil faixas plásticas e 675 mil bandeirinhas para a campanha de Lula em 2002.

Com capital de R$ 20 mil e sócias que declaram jamais ter tido qualquer participação no negócio, a Santorine estava localizada em dois endereços fantasmas em Campinas (SP). A empresa fechou as portas em fevereiro de 2003, apenas quatro meses depois da eleição presidencial. Mudou de sócios três vezes desde a fundação, em 2000. O repórter Chico de Góis localizou por telefone uma das sócias, Silvia Stival. Reação dela:

  • Acho que você ligou para o número errado.

As campanhas de três candidatos a deputado em 2002 também transferiram dinheiro à Santorine. Patrus Ananias (PT-MG), ministro do Desenvolvimento Social do presidente Lula, fez transferência de R$ 28.922,50. José Dirceu (PT-SP), de R$ 3.000,00; e Enio Francisco Tatto (PT-SP), de R$ 2.000,00.

Dos bastidores da contabilidade das agências SMPB Comunicação e DNA Propaganda. No Natal de 2002, logo após a eleição de Lula, as empresas de Marcos Valério deram de presente ao departamento financeiro do PT a quantia de R$ 17,2 mil. Não foi relacionado o beneficiário do brinde, apenas a informação de que o presente veio de uma joalheria mineira. Agnelo Queiroz (PC do B-DF), ministro do Esporte, foi agraciado com um presente de aniversário, em 2004, no valor de R$ 237,40.

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