O governo Lula cria 5.199 cargos na administração federal. Do total, 4.225 são para nomeação de funcionários que prestaram concurso público ou foram remanejados de outras áreas, e 974 destinados para cargos em comissão ou gratificação, abertos a pessoas de fora da máquina pública. Ou seja, para nomeações políticas. Estima-se gastos de R$ 4,6 milhões anuais com os novos cargos. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT-PR), garante que os empregos federais atendem a antigas reivindicações, e haverá um cronograma para preenchê-los. Brinca:
– Não é para encher o governo de petistas.
Em quase três anos, o governo Lula empregou mais de 40 mil pessoas em caráter temporário. Cerca de 4 mil, para cargos de assessoria e comando. Os contratos por tempo determinado dispensam concursos públicos.
Dados do boletim estatístico de pessoal do Ministério do Planejamento registram que 5.413 nomeações efetivadas contemplaram indicações sem qualquer vínculo com o serviço público. São nomeações políticas. Mesmo entre os 19.757 cargos comissionados preenchidos supostamente por servidores, sabe-se que parte considerável acaba ocupada por indicações políticas.
Enquanto o governo nomeia, Lula capricha no discurso de vítima. Em visita a Garanhuns (PE), trata do escândalo do mensalão:
– Todas essas infâmias e acusações que vocês vêem na televisão, vocês sabem como é o jogo político brasileiro. Como acho que Deus escreve certo por linhas tortas, haverá o dia em que o povo vai saber o que é o jogo político e o que é a verdade.
