A CPI dos Correios investiga se fundos de pensão fizeram operações de última hora para tentar salvar o Banco Santos no final de 2004, seguindo orientação política. Estão sob suspeita aplicações efetuadas nas duas semanas anteriores à intervenção do Banco Central, todas consideradas atípicas e fora de padrão. Os investimentos seriam questionáveis porque havia fortes rumores sobre a falta de liquidez do Banco Santos no mercado, várias semanas antes da intervenção. Não tinha sentido fazer investimentos no Banco Santos naquele momento.
Funcef (Caixa Econômica Federal), Nucleos (Eletronuclear) e Postalis (Correios) investiram R$ 23,3 milhões em CDBs naquele período. Mesmo em 12 de novembro, no dia da intervenção, a Postalis e a Nucleos investiram respectivamente R$ 1 milhão e R$ 1,8 milhão, em títulos privados. Uma semana antes, a Funcef havia aplicado R$ 10 milhões. Naquelas duas semanas, o total de aplicações da Postalis chegou a R$ 9,7 milhões, e o da Nucleos atingiu R$ 3,6 milhões.
