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Cronologia da Crise:

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28/12/2005

Divulgado relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério da Fazenda) com o registro de “operações atípicas”, no valor de R$ 93 mil, em nome de Paulo Okamotto. Ele é amigo do presidente Lula, e foi nomeado por Lula presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Okamotto apresentou-se como quem, de forma espontânea, resolveu pagar uma dívida de Lula junto ao PT, no valor de R$ 29.436,26.

O caso é confuso. Na presidência do Sebrae, Okamotto era sócio-gerente da Red Star, empresa que vende brindes do PT. Foi nesse período que ocorreram as operações atípicas. Levantaram suspeitas porque Okamotto pagou a dívida, apesar de considerá-la improcedente. Ainda por cima, disse que não contou nada a Lula. Ou seja, Lula não foi avisado de que o problema estava resolvido. Fica nítida a finalidade de blindar o presidente. Okamotto trabalha para não envolvê-lo na crise.

Importante acrescentar: depois de jornais publicarem a existência da dívida de Lula, passaram-se quase três semanas antes das primeiras explicações. E até agora Okamotto se nega a fornecer datas e valores de supostos cheques, com os quais teria feito os saques para quitar a dívida. Suspeita-se que o PT usou dinheiro de caixa 2 para pagar os R$ 29.436,26.

A história de Okamotto: fez saques em contas bancárias de Brasília, São Paulo e São Bernardo do Campo (SP). Dinheiro vivo. Em seguida, enviou os valores à direção do PT, para que a dívida fosse paga. Okamotto diz que pagou em dinheiro atendendo a pedido do tesoureiro Delúbio Soares. Tem mais: os depósitos em nome de Lula ao PT foram dispersos por quatro agências diferentes do Banco do Brasil na cidade de São Paulo. Tudo para que passasse despercebido.

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