Em depoimento à CPI dos Correios, Dimas Toledo, o ex-diretor de engenharia de Furnas Centrais Elétricas, reconhece que foi o único alto funcionário da estatal a permanecer no cargo, após as eleições de 2002. Nega ter padrinho político. Diz que a decisão de mantê-lo em Furnas foi da ex-ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef.
Toledo admite um encontro com o ex-tesoureiro Delúbio Soares, no fim de 2002. Segundo ele, Delúbio visitou a estatal “para conhecer o que era Furnas, como funcionava”. Toledo também recebeu a visita de Silvio Pereira, o ex-secretário-geral do PT. Foi em 2003. Durante a reunião, Silvinho pediu o organograma de Furnas.
Opinião sobre o encontro com Delúbio:
– Conheci o Delúbio Soares no final de 2002. A eleição já tinha acabado. Ele queria saber o que Furnas fazia. Tivemos uma boa conversa.
Agora, sobre Silvinho:
– Nunca conversei com Silvio sobre contratos ou serviços de empreiteiras para Furnas. A última vez que falei com ele foi no início de 2005.
A Polícia Federal apura o envolvimento dos três filhos de Toledo num esquema de cobrança de propina de construtoras e prestadoras de serviços contratadas por Furnas. A suspeita é que Toledo induzia as empresas a contratar consultorias de fachada em escritórios indicados por ele, para justificar repasses de dinheiro.
